Os Titãs do Capital - Parte 6

Nesta postagem vamos ampliar o conceito de “Titãs do Capital”. Fundos de gestão de ativos, fundos soberanos e fundos de pensão são titãs porque centralizam capital monetário alheio e o convertem em poder de alocação financeira.
Por outro lado, o outro braço dos titãs do capital, as grandes corporações não exercem exatamente a mesma função. Seu poder deriva do controle direto de meios de produção, tecnologias, infraestruturas, plataformas, redes logísticas, recursos naturais, patentes, mercados consumidores e enormes contingentes de trabalho vivo.
A primeira distinção necessária diz respeito aos bancos.
JPMorgan Chase, ICBC, Bank of America, China Construction Bank e Agricultural Bank of China não pertencem ao capital industrial em sentido estrito. Constituem formas do capital bancário e do capital portador de juros.
Diferentemente da BlackRock, que – como vimos na postagem anterior - administra predominantemente recursos de terceiros em fundos, os bancos centralizam depósitos, concedem empréstimos, criam meios de pagamento, subscrevem emissões de ações e obrigações, operam derivativos e financiam fusões e aquisições.
Os bancos ocupam, portanto, posição intermediária entre o dinheiro e a produção. Eles não são apenas sustentáculos da financeirização. São parte de seu núcleo constitutivo. Entre os bancos sistemicamente mais poderosos encontram-se:
JPMorgan Chase — centralidade nos mercados financeiros globais, banco de investimento, pagamentos e gestão patrimonial;
ICBC — enorme volume de ativos e papel estratégico no financiamento da economia chinesa;
China Construction Bank e Agricultural Bank of China — escala patrimonial, crédito e vinculação ao Estado chinês;
Bank of America, Citigroup e Goldman Sachs — crédito, mercados de capitais, derivativos e intermediação global;
HSBC, BNP Paribas e Mitsubishi UFJ — articulação financeira internacional.
Estes bancos podem ser considerados os titãs do crédito e da intermediação financeira.
ATENÇÃO
É preciso fazer uma importante diferenciação. A lista acima mistura dois grupos de bancos com lógicas de propriedade, governança e função estratégica distintas.
Por exemplo, os bancos chineses (ICBC, China Construction Bank, Agricultural Bank of China) tem propriedade e controle estatal: são majoritariamente controlados pelo Estado chinês (via Huijin, Ministry of Finance e outros veículos), o que os subordina a objetivos de política econômica, não apenas à maximização de lucro. Eles tem uma função estratégica: atuam como instrumentos de financiamento do desenvolvimento nacional, da infraestrutura, da indústria e de diretrizes do Partido/Estado (ex.: crédito direcionado, políticas anticíclicas). Tem diferenças na escala patrimonial: dominam rankings globais por ativos totais, mas com internacionalização mais limitada e concentrada em financiamento comercial e de projetos. E diferenças na governança: conselhos com forte presença estatal; decisões sensíveis a prioridades macroeconômicas e de estabilidade social.
Enquanto os demais bancos são bancos capitalistas (JPMorgan, BofA, Citigroup, Goldman Sachs, HSBC, BNP Paribas, Mitsubishi UFJ) pois possuem propriedade privada/difusa: acionistas institucionais, mercados de capitais e metas de rentabilidade, retorno sobre capital e valor para o acionista; e outra função: intermediação global, banco de investimento, derivativos, gestão de patrimônio, pagamentos e arbitragem de mercados. São diferentes também na governança: orientada por regulação prudencial (Basileia, Dodd-Frank, etc.) e por pressões competitivas de mercado, mas sem subordinação direta a um plano estatal. Tem internacionalização profunda e capilar, com presença em múltiplas jurisdições e moedas.
Existem é claro algumas nuances: o Mitsubishi UFJ tem traços de keiretsu e forte relação com o Estado japonês, e o HSBC/BNP também têm exposição regulatória e geopolítica relevante — mas nenhum se confunde com o modelo chinês de controle estatal direto e mandato político explícito, Portanto, a diferença central não é só o tamanho, mas quem controla, para quê e sob quais incentivos — Estado/plano estratégico vs. mercado/acionistas.
Vejamos os titãs capitalistas:
1. J.P. Morgan: o Titã bancário-financeiro
O J.P. Morgan não deve aparecer apenas ao lado de BlackRock, Vanguard e State Street como se todas fossem instituições do mesmo tipo. BlackRock, Vanguard e State Street são predominantemente gestoras de ativos: administram recursos pertencentes aos cotistas. JPMorgan Chase – por outro lado - é um conglomerado financeiro universal: banco comercial, banco de investimento, processador de pagamentos, operador de mercados, credor, custodiante, gestor de fortunas e gestor de ativos. No fim de 2025, o JPMorgan Chase registrava aproximadamente US$ 4,4 trilhões em ativos próprios, além de proteger ou custodiar mais de US$ 41 trilhões em ativos de clientes. Portanto, seu poder não decorre apenas do volume administrado pela J.P. Morgan Asset Management, mas de sua posição no centro do sistema de crédito, pagamentos, títulos, derivativos e financiamento corporativo[1]. Portanto, ele deveria ocupar um núcleo próprio.
Vejamos o quadro:

Portanto, o JPMorgan Chase atua como conglomerado bancário-financeiro, operando diretamente no crédito, nos pagamentos e nos mercados de capitais. BlackRock, Vanguard e State Street concentram principalmente a administração de ativos pertencentes aos cotistas e investidores institucionais. Trata-se, portanto, de formas distintas, porém articuladas, de centralização e comando do capital financeiro.

Os Titãs do Capital Industrial
As grandes corporações industriais, tecnológicas, energéticas e comerciais desempenham uma função diferente. Elas não apenas administram títulos de propriedade, mas organizam processos de produção de mais-valor, exploração, circulação e realização do valor. Mobilizam força de trabalho, maquinaria, ciência, inteligência artificial, recursos naturais, logística e redes globais de fornecedores. É nelas que o capital assume materialmente a forma de fábricas, refinarias, plataformas digitais, centros logísticos, redes elétricas, data centers, semicondutores, medicamentos, veículos e sistemas de armamentos.
Se os fundos concentram a propriedade financeira, as corporações concentram o comando operacional da reprodução material do capital.
Portanto, isso nos permite distinguir três movimentos: os fundos que operam a centralização da propriedade financeira; os bancos que representam a centralização do crédito e dos pagamentos e por fim, as corporações que operam a centralização da produção, tecnologia e circulação.
Essas esferas não estão separadas.
Fundos e bancos financiam as corporações; as corporações produzem a mais-valia social total que se divide em lucros, juros e dividendos; seus títulos alimentam os portfólios dos fundos; e a valorização desses títulos retroage sobre as decisões empresariais. Forma-se um circuito integrado de poder.
Não existe uma única relação das “empresas mais poderosas”, porque cada indicador revela uma dimensão particular.
A receita mede escala de circulação; o lucro, capacidade de apropriação; a capitalização bursátil, expectativas financeiras; os ativos próprios, capacidade patrimonial; e o controle tecnológico ou logístico, poder estrutural. Consideradas conjuntamente essas dimensões, podem-se identificar alguns núcleos fundamentais.
1. As Big Techs: Complexo digital, tecnológico e de inteligência artificial
Neste núcleo encontram-se provavelmente as corporações privadas com maior capacidade de comando sistêmico:
Nvidia — infraestrutura computacional da inteligência artificial;
Microsoft — software, nuvem, IA empresarial e participação estratégica na OpenAI;
Apple — ecossistema tecnológico, propriedade intelectual e cadeias globais de produção;
Alphabet — busca, publicidade, dados, nuvem e inteligência artificial;
Amazon — comércio eletrônico, logística, computação em nuvem e publicidade;
Meta — redes sociais, publicidade digital, dados e sistemas de IA;
TSMC — fabricação dos semicondutores tecnologicamente mais avançados;
Samsung Electronics — semicondutores, memórias, telas e dispositivos;
Broadcom — semicondutores, conectividade e infraestrutura de software;
Tencent e Alibaba — plataformas digitais, pagamentos, nuvem e ecossistemas chineses.
Uma observação importante no que diz respeito às empresas chinesas: as empresas chinesas listadas – diferentemente dos bancos chineses acima - são empresas privadas, ainda que algumas tenham relações estratégicas com o Estado ou operem em setores regulados.
A distinção útil aqui não é tanto "estatal vs. capitalista", mas o grau e tipo de vinculação ao Estado, ao mercado e à geopolítica.
Assim, por exemplo, empresas ocidentais de capital aberto (Nvidia, Microsoft, Apple, Alphabet, Amazon, Meta, Broadcom, empresas de inovação, plataformas, infraestrutura de IA, semicondutores, nuvem e publicidade) tem como proprietários, acionistas institucionais difusos, capital aberto, metas de lucro, crescimento e valor ao acionista. No que diz respeito a relação com o Estado estão sob a regulação antitruste, política industrial (ex.: CHIPS Act), contratos de defesa e restrições de exportação — mas sem controle acionário estatal direto. Elas estão sujeitas a sanções, controles de exportação e tensões EUA–China, o que afeta cadeias de produção e mercados.
As empresas asiáticas não chinesas (TSMC, Samsung Electronics) são empresas privadas, mas com forte articulação com políticas industriais de Taiwan e Coreia do Sul, tendo uma posição crítica em semicondutores avançados e memórias. Elas recebem incentivos do Estado, proteção estratégica e são consideradas ativos de segurança nacional — sem controle estatal direto equivalente ao modelo chinês.
Já as empresas chinesas (Tencent, Alibaba , isto é, empresas de plataformas digitais, pagamentos, nuvem, dados e ecossistemas domésticos) são empresas de propriedade privadas, mas com participação estatal relevante (ex.: fundos estatais, Golden Shares em algumas estruturas) e sujeitas a supervisão regulatória intensa. O Partido/Estado tem influência sobre governança, dados, conteúdo e estratégia via regulação, licenças e, em alguns casos, participação acionária. No que diz respeito às questões geopolíticas elas são afetadas por restrições externas (EUA), listagens, sanções e políticas de "desacoplamento".
Portanto, nos bancos chineses, o Estado é proprietário e mandante. Nas big techs chinesas, o Estado é regulador, supervisor e influenciador estratégico, mas não o proprietário majoritário típico.
Nas big techs ocidentais, o Estado é regulador e cliente, não controlador. Poderiamos utilizar a seguinte categorização:
Controle estatal direto: bancos chineses.
Influência estatal estratégica sem controle direto: Tencent, Alibaba (e, em menor grau, TSMC/Samsung via política industrial).
Capitalismo de mercado com regulação estatal: Nvidia, Microsoft, Apple, Alphabet, Amazon, Meta, Broadcom.
No caso das empresas capitalistas listadas acima - Nvidia, Microsoft, Apple, Alphabet, Amazon, Meta, Broadcom. - elas apropriam-se de rendas principalmente via lock-in de ecossistema, efeitos de rede e posições de "pedágio" em infraestruturas críticas.
A Nvidia chegou a aproximadamente US$ 3,92 trilhões em valor de mercado em julho de 2025, evidenciando como o controle de um ponto crítico da infraestrutura de IA pode ser capitalizado financeiramente em escala extraordinária[2]. O caso da Nvidia é o mais próximo de uma renda tecnológica pura.
A empresa controla 80% a 90% do mercado de GPUs para data centers de IA, e o mecanismo central dessa posição não é apenas o hardware — é o CUDA, o ecossistema de software que se tornou o padrão de facto para desenvolvimento em IA. Migrar de CUDA para alternativas como o CANN da Huawei exige reescrita extensiva de código e pode aumentar tempo e custo em pelo menos 50%. Um engenheiro citado no relatório da SCMP afirma que modelos de código fechado, como o Kimi K3 da Moonshot, podem exigir 10 engenheiros trabalhando mais de 6 meses apenas para portar o pipeline de treinamento. Isso não é uma escolha técnica neutra: é uma barreira de saída que sustenta preços e margens.
O resultado é visível nas margens: a Nvidia opera com margem bruta de cerca de 70% e uma GPU H100 custa aproximadamente US$ 3.320 para fabricar e é vendida por US$ 28.000 — uma margem bruta de 88%. Essa diferença não reflete apenas custo de produção; reflete o poder de precificação derivado do lock-in de ecossistema.
A Microsoft incorpora elementos rentistas por via da plataforma Windows como canal de distribuição cativo. O próprio relatório anual da empresa admite que utiliza a posição dominante do Windows para impulsionar a participação em Edge, Bing, Copilot, Teams, Microsoft 365 e Xbox Game Pass. O mecanismo é claro: usuários já estão no ecossistema Windows, e a Microsoft pode direcionar esse tráfego para seus próprios serviços, reduzindo a exposição a concorrentes. A Browser Choice Alliance, que reúne Google, Opera e Vivaldi, descreve isso como "abuso da posição de monopólio do Windows" para "drenar" usuários para produtos próprios.
No Azure, a lógica é semelhante, mas voltada para o cliente empresarial. O Commercial Remaining Performance Obligation (RPO) — receita contratada mas ainda não reconhecida — atingiu US$ 678 bilhões. Empresas não assinam compromissos dessa magnitude com um provedor que planejam deixar. Isso representa uma renda contratual recorrente sustentada pelo custo de migração para outra nuvem.
A Apple operacionaliza a renda de forma mais explícita: cobrando uma comissão de até 30% sobre transações digitais dentro de aplicativos iOS. Essa é a definição quase literal de renda monopolista — um pagamento pela permissão de acessar consumidores dentro de um ecossistema fechado que a Apple controla integralmente.
A regulação antitruste global está corroendo essa renda. A Epic Games obteve uma liminar nos EUA que forçou a Apple a permitir que desenvolvedores direcionem usuários para pagamentos externos sem comissão. O impacto já aparece nos números: a Sensor Tower estima que os gastos de consumidores dos EUA via App Store caíram 6% no segundo trimestre, enquanto cresciam 9% no ano anterior; a Appfigures estima que a receita de comissões da Apple nos EUA contraiu 18% em 2026.
Na Europa, Japão e Brasil, a Apple já foi forçada a abrir canais alternativos de distribuição e pagamento, reduzindo a taxa efetiva para cerca de 5% em alguns casos. Na China, no entanto, a Apple apenas reduziu a taxa de 30% para 25% e manteve o monopólio da IAP (In-App Purchase). Isso mostra que a renda da Apple é sustentada não por eficiência de mercado, mas por barreiras regulatórias e jurídicas que variam por jurisdição.

Tal como as corporações capitalistas acima as grandes empresas chinesas de tecnologia — notavelmente Huawei, Alibaba e Tencent apropriam-se também, assim, não apenas do lucro industrial, mas também de rendas tecnológicas e monopolistas. (controlam patentes, sistemas operacionais, nuvens, plataformas e padrões técnicos).
Por exemplo, a posição da Huawei em patentes de padrões essenciais (SEP) de 5G é o exemplo mais claro. Em 2025, a Huawei detinha 15% do total global de famílias de SEP de 5G, com 8.408 famílias, superando a Qualcomm (9,8%) e Samsung (8,5%). Isso significa que qualquer fabricante que queira produzir equipamentos 5G compatíveis com o padrão precisa licenciar essas patentes — e a Huawei já recebe royalties, inclusive de concorrentes como a Qualcomm.
O controle de SEPs é precisamente um mecanismo de renda tecnológica: o detentor da patente essencial se apropria de parte do valor gerado por todo o ecossistema que depende daquele padrão técnico. A Huawei, com 15% dos SEPs de 5G, ocupa uma posição de "pedágio" sobre a infraestrutura de telecomunicações global. Além disso, a Huawei acumulou mais de 2.700 patentes centrais apenas no desenvolvimento do sistema operacional HarmonyOS, segundo a própria empresa. Isso indica uma tentativa de construir um ecossistema proprietário que gera dependência de desenvolvedores e rendas de licenciamento.
As nuvens chinesas operam como infraestruturas de renda digital. A Alibaba Cloud detém 32,8% do mercado chinês de IaaS (2025, Gartner), com crescimento de 34,4% impulsionado por IA. A Huawei Cloud tem 13,6% e a Tencent Cloud 9,1%.
O modelo de negócio de nuvem é intrinsecamente rentista em parte: a empresa controla a infraestrutura física (data centers, chips), o software de orquestração (o sistema "飞天" da Alibaba, por exemplo) e a camada de serviços (bancos de dados, IA, armazenamento). Clientes ficam presos a um ecossistema com custos de migração elevados — uma forma de lock-in que gera rendas recorrentes.
A Alibaba, em particular, combina nuvem com ecossistema de modelos de IA open-source: o Qwen gerou mais de 20 mil modelos derivados, tornando-se a maior base de treinamento aberta do mundo. Isso não elimina a renda — ao contrário, cria dependência de infraestrutura da Alibaba Cloud para treinar e executar esses modelos.
A regulação antitruste chinesa confirmou práticas monopolistas. O caso da Alibaba por "二选一" (obrigar comerciantes a escolher entre plataformas) foi formalmente reconhecido como abuso de posição dominante, resultando em multa e ordem de correção. A lógica era exatamente a de extrair renda de uma posição de mercado protegida: a plataforma controlava o acesso ao mercado e podia impor termos unilaterais a comerciantes e consumidores. A Tencent também foi alvo de ações antitruste, notadamente pela disputa com Douyin sobre bloqueio de links, que limitava a concorrência entre plataformas.
Portanto, as empresas chinesas listadas não são apenas produtoras industriais — elas combinam:
1. Lucro industrial/operacional (venda de dispositivos, serviços de nuvem, publicidade)
2. Renda tecnológica (licenciamento de SEPs de 5G, patentes de sistema operacional)
3. Renda de plataforma (controle de ecossistemas digitais com efeitos de rede e lock-in)
4. Renda monopolista (comprovada em casos de abuso de posição dominante regulados pelo Estado chinês)
A diferença crucial em relação ao seu enquadramento anterior sobre bancos chineses é que, aqui, o Estado chinês não é o proprietário principal dessas empresas — mas atua como regulador que, paradoxalmente, tanto reprime o comportamento rentista (antitruste) quanto protege essas empresas de concorrência externa (política industrial, controle de dados, restrições a concorrentes estrangeiros), o que indiretamente sustenta suas posições de renda.
A diferença crucial é que, nas empresas ocidentais, a renda é contestada pelo Estado regulador (antitruste, DMA europeu, decisões judiciais). Nas chinesas, o Estado também contesta (como no caso do "二选一" da Alibaba), mas ao mesmo tempo protege essas empresas de concorrência externa e usa sua posição de renda como instrumento de política industrial.
O rentismo existe em ambos os casos; o que varia é quem o regula e para quê.
Na próxima postagem – a penúltima - daremos continuidade a apresentação dos titãs do capital tratando dos setores de energia e recursos naturais; infraestrutura, eletricidade e redes; comércio, distribuição e logística e indústria manufatureira.
Na postagem final, trataremos do complexo industrial-militar-digital e abordaremos outro importante setor: a indústria farmacêutica e biotecnologia. Concluiremos com uma visão sistêmica dos titãs do capital, expondo a centralidade do Estado e do processo de financeirização na articulação sistêmica do capital global.
[1] Ver https://www.jpmorganchase.com/content/dam/jpmc/jpmorgan-chase-and-co/investor-relations/documents/annualreport-2025.pdf?utm_source=chatgpt.com
[2] Ver https://www.reuters.com/business/nvidia-set-become-worlds-most-valuable-company-history-2025-07-03/



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